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A tocha da fé


Aconteceu em Fátima.

Numa cidade portuguesa, vivia um senhor chamado Pradeira que trabalhava com a importação de maquinaria inglesa. Ele era muito feliz com sua família.

No verão de 1961, entrou em contato pelos seus negócios com um senhor chamado Smith e que pertencia a Igreja  Presbiteriana. Logo se fizeram  muito amigos e visitaram várias cidades portuguesas. O inglês admirava, em seu amigo português, a encantadora devoção a Nossa Senhora. O português admirava, no seu amigo inglês, a honestidade com que procedia nos negócios.

Antes de terminar a estadia em Portugal, se anunciou a peregrinação nacional a Fátima, para o dia 31 de outubro. O Sr. Pradeira convidou seu amigo protestante para irem juntos a Fátima, dizendo que,  assim, poderia conhecer mais o entusiasmo da alma portuguesa e que não se arrependeria da viagem.

O Sr. Smith concordou. Estando para começar a impressionante  procissão das tochas, o Sr. Pradeira comprou três velas apenas: para ele, sua esposa e seu filho, querendo respeitar a religião do seu amigo que não cultua Nossa Senhora e praticava sua crença de boa fé.

Nisto, o Sr. Smith se adiantou e falou:

-Por acaso não tem uma tocha para mim? Será que não posso participar da procissão com a tocha acesa?

-Claro que sim - falou o Sr. Pradeira. – Agora mesmo arrumo uma tocha para você.

Pouco tempo depois, tinha comprado uma e deu a seu amigo...

Este pegou seu isqueiro e aproximou a chama à vela. Aí aconteceu que o esperava a graça de Deus, pela mediação de Nossa Senhora. Ele pensava que acenderia com a mesma facilidade com que viu acender-se as tochas de seus amigos, mas não foi assim.

Apenas a chama acendeu um pouco, apagou-se na sua mão... ele não deu importância e voltou aproximar a chama tirada novamente de seu isqueiro, mas de novo se apagou..

O filho do Sr. Pradeira aproximou sua chama e as duas chamas se apagaram... de novo, o Sr. Smith pegou o isqueiro e tentou acender a chama do jovem filho de seu amigo e desta vez a chama pegou, mas, para sua surpresa, a chama da tocha, depois de alguns momentos, se apagou de novo. O Sr. Pradeira, já visivelmente preocupado, pegou sua própria tocha acesa e a deu a seu amigo.

Para surpresa, também esta se apagou.

Todos se sentiram profundamente impressionados.

Então, o filho do Sr. Pradeira, gentilmente, falou ao senhor inglês:

- Não se preocupe Sr. Smith, dê para mim a vela e eu a esconderei...

Mas o Sr. Smith disse comovido:

-Eu quero que a minha luz também brilhe para Nossa Senhora.

Aí, o Sr. Pradeira disse:

-Olhe para Nossa Senhora e confie nela...

E assim fez.

Naquela noite, em que Maria belamente iluminada avançava no meio dos peregrinos, o Sr. Pradeira disse:

- Esta luz agora não vai se apagar.

E pegando a tocha escondida de seu filho, a acendeu e deu a seu amigo inglês.

A partir desse momento, as quatro tochas ficaram acesas durante toda procissão.

Terminada a procissão, o Sr. Smith disse a seu amigo:

-Eu quero conhecer a religião católica.

Assim aconteceu, e ele terminou confessando a fé católica até os dias de hoje.

Comentando mais tarde o que aconteceu naquela noite disse:

-Feliz aquele momento em que, quando meu filho quis esconder a tocha apagada, você disse:

“Não, eu quero tê-la acesa em honra de Nossa Senhora.”


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