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BOM DIA!



Quando você se levantou pela manhã, eu já havia preparado o Sol para aquecer o seu dia, e o alimento para sua nutrição. Sim, eu providenciei tudo isso enquanto vigiava seu sono, sua família, sua casa. Esperei pelo seu bom dia, mas você se esqueceu. Bem, você parecia com tanta pressa, que eu perdoei.
O Sol apareceu, as flores deram seu perfume, a brisa da manhã o acompanhou, e você nem pensou que era eu quem havia preparado tudo isso. Seus familiares sorriam, seus colegas o saudavam, você trabalhou, estudou, viajou, realizou negócios, alcançou vitórias, mas... você não percebeu que eu estava cooperando com você e mais teria ajudado, se você tivesse me dado uma chance. Eu seu, você corre tanto...
Eu perdoei.
Você leu bastante, ouviu muita música, viu mais ainda, e não teve tempo de ler e ouvir a minha palavra. Eu quis falar, mas você não parou para ouvir. Eu quis aconselhá-lo, mas você nem pensou nessa possibilidade. Seus olhos, seus pensamentos, seus lábios seriam melhores. O mal seria menor e o bem muito maior em sua vida.
Você trabalhou, ganhou dinheiro e não fez mais, porque me deixou ajudar. Mais uma vez, você se esqueceu de mim...
Esqueceu-se de que eu desejo sua participação no meu Reino, com a sua vida e talento.
Findou o seu dia. Você voltou para casa. Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita, para lembrar-lhe o meu amor por você.
Certamente, agora você vai dizer  “Obrigado!” e “Boa Noite”. Psiu...está me ouvindo?
Já dormiu. Que pena! Boa noite,  durma bem. Eu fico velando por você.
Eu sou...Jesus Cristo.

O BAMBU


Era uma vez, um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um grande campo.
O dono costumava passear pelo jardim, no sol do meio dia. Um esbelto bambu era, para ele, a mais bela e estimada de todas as arvores e plantas do seu jardim. Este bambu crescia e se tornava cada vez mais lindo. Ele sabia que o seu senhor o amava e que ele era a sua alegria. Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu bambu. Num sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente. O senhor disse:
- Querido bambu, eu preciso de ti.
O bambu estava feliz, parecia ter chegado a grande hora de sua vida e ele respondeu baixinho:
- Senhor, eu estou pronto. Faça de mim o uso que quiseres.
- Só poderei usar-te, se te podar.
- Podar a mim, senhor! Por favor, não faça isso! Deixa minha bela figura. Tu vês como todos me admiram.
- Meu bambu amado – a voz do senhor tornou-se ainda mais grave - , não importa que te admirem ou não. Se não te podar não posso usar-te.
No jardim tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração. Finalmente o lindo bambu se inclinou e sussurrou:
- Senhor, se não podes usar sem podar, então faz como queres.
- Meu querido bambu, devo cortar também as tuas folhas.
- Ó meu senhor, se me amas, preserva-me de tal mal. Pode destruir minha beleza, mas por favor, deixe-me as folhas.
- Não posso usar sem tirar também as folhas.
O sol escondeu-se atrás das nuvens. Umas borboletas afastaram-se assustadas. O bambu trêmulo, a meia voz, disse:
- Senhor, corta-as.
- Ainda não basta, meu querido bambu, devo cortar-te pelo meio e tomar-te também o coração. Se não faço isso, não posso usar-te.
- Por favor, Senhor. Eu não poderei mais viver. Como viver sem coração?
- Devo tirar-te o coração, caso contrário, não posso usar-te – disse o senhor.
Então o bambu inclinou-se até o chão e disse:
- Senhor, corta. Corta e divide. Reparte.
O Senhor, então, desfolhou o bambu. Decepou seus galhos. Partiu-o em duas partes. Tirou-lhe o coração. Depois o levou para o meio do campo ressequido, à fonte onde brotava a água fresca. Lá, o senhor deitou cuidadosamente o seu querido bambu no chão. Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e outra ele levou até o campo. A fonte cantou suas boas vindas.
As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo despedaçado do bambu. Correram pelos campos ressequidos que elas tanto haviam suplicado.

Ali se plantou o trigo, o arroz, o milho. Os dias se passaram, a sementeira brotou, cresceu e veio o tempo da colheita. Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu aniquilamento e humildade transformou-se numa grande benção. Quando ele era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza. No seu aniquilamento, ele se tornou o canal do qual o senhor se serviu para tornar fecundas suas terras e muitos e muitos homens viveram deste tronco de bambu.

Atenção ao principal

Conta  a lenda que certa mulher pobre, com uma criança no colo, passando diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro lhe dizia:
- Entre e apanhe tudo que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa. Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...
A mulher entrou  na caverna e encontrou inúmeras riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas  jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente:
- Você só tem oito minutos.
A mulher carregada de ouro e pedras preciosas correu para fora da caverna e a porta se fechou...Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.
O mesmo acontece, as vezes, conosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:
- Não se esqueça do principal! E o principal são os valores espirituais, a oração, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam, tanto que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma”.
Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fecha para nós, de nada valerão as lamentações.
Portanto que jamais esqueçamos do principal!!!
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