Voltar

Voltar
CLIQUE NAS IMAGENS DAS LATERAIS PARA NAVEGAR PELO NOSSO ACERVO DIGITAL

Dando valor


            O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
            ─ Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
            Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
            Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda.
            Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
            ─ Nem pense mais nisso ─ disse o homem. ─ Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!
...

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe, atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem, os amigos que estão perto de você, seu emprego, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso do seu filho. Esses são os seus verdadeiros tesouros.

As quatro esposas do rei

             Era uma vez, um rei que tinha quatro esposas.                 

            Ele amava a quarta esposa demais e vivia lhe dando lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele lhe dava de tudo e sempre do melhor. Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de  exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo de que, um dia, ela o deixasse por outro rei. Ele também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade. A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas ele não amava a primeira esposa e, apesar de ela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

            Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou: "E agora? Eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, ficarei sozinho".
            Então, ele perguntou para a quarta esposa:

            - Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto te amava, cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
            - De jeito nenhum! Respondeu a quarta esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.

            A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
            Tristemente, o rei, então, perguntou à terceira esposa:
            - Eu  também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
           - Não!!  Respondeu a terceira esposa.  A vida é boa  demais! Quando você morrer, eu vou é me casar de novo...
            O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
            Ele perguntou, então, à segunda esposa:
            - Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu
morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?

            - Sinto muito, mas desta vez, eu não posso fazer, o que você me pede! Respondeu a segunda esposa.  O máximo que eu posso fazer... é enterrar você.
            Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado.
            Aí, uma voz se fez ouvir:
            - Eu partirei com você e o seguirei por onde você  for.
            O rei levantou os olhos e lá estava sua primeira esposa, tão magrinha,  tão mal nutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou:
            -  Eu deveria ter cuidado muito melhor de você, enquanto eu ainda podia...

Na verdade, nós todos temos quatro esposas em nossas  vidas...
Nossa quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os  esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará, quando morrermos.
Nossa terceira esposa são as nossas posses, as  nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa segunda esposa é nossa família e nossos  amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E nossa primeira esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado, por  perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego.
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa onde formos.

A pergunta da irmã mais velha

         Quando seu irmão nasceu, Gabriela insistia, junto aos pais, em ficar sozinha com o bebê. Temendo que, como muitas crianças de quatro anos, estivesse enciumada e quisesse maltratá-lo, eles não a deixaram.

Mas ela, Gabi, não dava mostra de ciúmes. E como sempre tratava o bebê com carinho, os pais resolveram fazer o teste. Deixaram Gabi com o recém-nascido e ficaram observando seu comportamento através de uma porta semiaberta.

Encantada, por ter seu desejo realizado, a pequena Gabi aproximou-se do berço na ponta dos pés, curvou até o bebê e disse:
           -Me diz como Deus é! Eu já estou esquecendo!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...